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Pedido de solidariedade internacional para que termine a perseguição estatal contra a ACVC
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Andrés Gil, Evaristo Mena, Mario Martínez e Óscar Duque, membros da Asociación Campesina del Valle del Cimitarra, ACVC (Associação Camponesa do Vale do rio Cimitarra), Colômbia, foram detidos por agentes do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) no sábado 29 de setembro, e se encontram presos na cidade de Bucaramanga (Santander). Estas prisões fazem parte do novo processo judicial contra a associação camponesa, que incluiu invasão do domicilio e do escritório regional da ACVC na cidade de Barrancabermeja. Trata-se de uma nova ofensiva estatal para desarticular o processo de organização dos camponeses da região conhecida como Magdalena Medio, e desagregar as iniciativas de desenvolvimento comunitário e defesa dos direitos humanos na região.
No entanto, esta ofensiva contra a ACVC não é realmente nova, faz parte de uma serie de ações que o Estado Colombiano faz tempo vem realizando contra a Associação Camponesa, entre tais ações se encontram:
Emissão de mandados de prisão contra dirigentes históricos da ACVC.
Suspensão do direito jurídico que constituiu a Zona de Reserva Campesina do vale do rio Cimitarra, não cumprindo com os acordos assinados durante o êxodo camponês e a ocupação da cidade de Barrancabermeja no ano 1998. Este direito atrapalha a execução dos projetos de exploração recém combinados com a AngloGold Ashanti Mines e com os investidores da monocultura agroindustrial da Palma Africana para extração de óleo, no vale central do rio Magdalena.
O Governo Colombiano além de não cumprir com as medidas cautelares solicitadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos para proteger aos membros da ACVC, também segue com um processo permanente de perseguição e criminalização dos seus membros.
O acionar do exercito na região é dirigido contra a população civil: assassinatos de camponeses, detenções arbitrárias, uso de paramilitares e informantes, furtos, torturas e graves violações dos direitos humanos dos camponeses.
A prisão de Álvaro Manzano, ex presidente da ACVC e ex vereador pelo partido político Unión Patriótica, feita com utilização de armadilhas judiciais no ano 2005. Primeiramente ele tinha sido detido ilegalmente pelo Exército durante 15 dias nos quais foi vítima de tortura psicológica.
Neste momento difícil pedimos a solidariedade e convocamos a todos nossos amigos e companheiros na Colômbia e no mundo para realizar as seguintes iniciativas:
Realizar uma audiência no Parlamento Colombiano sobre a situação dos direitos humanos no Vale do rio Cimitarra.
Realizar campanhas internacionais de denuncia e buscas de respaldo político na Canadá, nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina.
Solicitar uma audiência no interior da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA para revisar o caso de perseguição contra a ACVC.
Convocar uma reunião no Parlamento Europeu e na Comissão Européia para expor as violações e perseguições contra a ACVC.
Expor e denunciar os casos de assassinatos, violações e perseguições contra a ACVC perante a OIT, a Organização Mundial Contra a Tortura, a Comissão de Direitos Humanos da ONU e a Corte Penal Internacional.
Mais uma vez devemos dizer que a liberdade e a integridade da vida dos membros da ACVC, é de responsabilidade exclusiva do Estado Colombiano, quem deve garantir nossos direitos, ao invés de violá-los e de perseguir nossos militantes